>> ESTILO SANTA
FÉ
A Arquitetura tornou-se um registro do
ideário moderno na Santa Fé dos
anos trinta. Uma nova arquitetura, ligada
tanto à burguesia comercial quanto
ao Estado, transforma a imagem da cidade,
em constante câmbio desde começos
de século XX. Essa arquitetura -moderna- é também
um fragmento de um discurso que constrói
o imaginário moderno a partir de
múltiplas imagens. O que está sendo
colocado por essa cultura dos trinta é a
própria identidade, a história,
o futuro. Assim, é preciso discutir
não apenas esses objetos arquitetônicos,
mas a própria construção
da história. Portanto, o texto percorre
os conceitos de história, de modernidade,
situando-se no campo historiográfico,
traçando as perguntas de nossa cultura
latino-americana, mas também aquelas
que nos colocam em relação
com nosso passado europeu. A análise
de arquitetura moderna numa cidade do interior
do país na década de trinta
se desenvolve tentando abranger uma complexidade
que vai além do objeto arquitetônico,
procurando dar conta de uma lógica
já passada, dos atores e suas instituições,
reconstruindo a relação entre
modos de produção, pressupostos
teóricos, práticas arquitetônicas
e formas resultantes. Quer dizer, traçando
as relações no campo de discurso
da produção arquitetônica,
discutindo um episódio da modernidade.
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